Grãos/Anec: exportação de soja é de 13,84 milhões de toneladas em junho
Para o milho, a Associação informou embarques de 466,8 mil toneladas em junho, queda de 17,9% ante 568,7 mil toneladas exportadas em igual mês de 2025

São Paulo, 09/07/2026 – A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o Brasil exportou 13,84 milhões de toneladas de soja em junho, leve alta de 0,4% em comparação com os 13,79 milhões de toneladas embarcadas em igual mês de 2025. O volume ficou 10,6% abaixo dos 15,48 milhões de toneladas registradas em maio e veio menor do que o esperado, segundo a entidade, em razão da alta incidência de chuvas ao longo do mês. Para julho, o line-up nos portos indica embarques de 12,26 milhões de toneladas, alta de 2,7% ante julho do ano passado.
No acumulado do primeiro semestre, as exportações brasileiras de soja somaram 72,58 milhões de toneladas, crescimento de 6,7% ante 68,05 milhões de toneladas em igual período de 2025. Com demanda firme e ampla disponibilidade da oleaginosa, a Anec estima que os embarques de soja do País possam alcançar até 114 milhões de toneladas em 2026. A colheita da safra 2025/26 foi finalizada no mês passado, com produção estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 180,3 milhões de toneladas.
Para o milho, a Anec informou embarques de 466,8 mil toneladas em junho, queda de 17,9% ante 568,7 mil toneladas exportadas em igual mês de 2025. Em relação a maio, quando o Brasil embarcou 281,7 mil toneladas, houve alta de 65,7%. No primeiro semestre, as exportações do cereal somaram 6,23 milhões de toneladas, ante 5,66 milhões de toneladas em igual intervalo do ano anterior. Para julho, o line-up aponta 2,49 milhões de toneladas, com avanço da colheita da segunda safra, mas ainda abaixo dos 3,97 milhões de toneladas embarcadas em julho de 2025.
Já as exportações de farelo de soja somaram 2,32 milhões de toneladas em junho, alta de 39,2% ante 1,67 milhão de toneladas em igual mês de 2025. No primeiro semestre, o Brasil embarcou 12,74 milhões de toneladas do produto, crescimento de 13% ante 11,27 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Para julho, o line-up indica 2,35 milhões de toneladas. Os embarques de DDGS (subproduto das usinas de etanol de milho) somaram 103 mil toneladas em junho, alta de 80,2% na comparação anual, e a programação de julho aponta para 50,0 mil toneladas.
Na semana de 5 a 11 de julho, a programação prevê embarques de 3,65 milhões de toneladas de soja, com destaque para Santos (1,21 milhão de t), Paranaguá (606,7 mil t), São Luís/Itaqui (470 mil t), Barcarena (434,4 mil t) e Rio Grande (283,4 mil t). Para o farelo de soja, estão programadas 719,9 mil toneladas, principalmente por Santos (255 mil t), Paranaguá (195,9 mil t), Rio Grande (140,6 mil t) e Imbituba (60 mil t). No milho, o line-up semanal indica 435,3 mil toneladas, com Santarém (188,2 mil t), Barcarena (146,7 mil t) e Itacoatiara (90,5 mil t) concentrando os maiores volumes.
Na semana anterior, de 28 de junho a 4 de julho, os embarques somaram 2,72 milhões de toneladas de soja, 573,4 mil toneladas de farelo e 305,6 mil toneladas de milho. Os principais volumes de soja saíram por Santos (1,07 milhão de t), São Luís/Itaqui (615,4 mil t), Itacoatiara (193,8 mil t) e Barcarena (194,0 mil t), enquanto o milho teve movimentação concentrada em Santarém (162,4 mil t) e Barcarena (143,2 mil t).
A China manteve-se como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a junho, com 71% dos embarques, seguida por Espanha e Turquia, com 4% cada, e Tailândia, com 3%. No milho, o Egito liderou as compras, com 29% do total, à frente de Vietnã (18%) e Irã (11%). No farelo de soja, os principais destinos foram Indonésia (18%), Tailândia (12%), Holanda (9%) e Irã (9%).
A Anec ressalta que os volumes podem sofrer alterações em virtude de condições específicas de cada porto, bem como fatores climáticos e logísticos.



