Preço do bezerro pressiona margens do terminador

De acordo com o Centro de Pesquisas, apesar da valorização do boi gordo, a relação de troca com o bezerro piorou em 2026 frente ao mesmo período de 2025

24/09/2026 às 09:04 atualizado por Redação - SBA
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Em um ano (entre setembro/25 e setembro/26), os preços do boi gordo e do bezerro apresentam alta, mas os valores da cria apresentam elevação mais intensa que os da arroba nesse período. Segundo o Cepea, esse cenário vem pressionando as margens do pecuarista terminador em São Paulo neste ano.

 

De acordo com o Centro de Pesquisas, apesar da valorização do boi gordo, a relação de troca com o bezerro piorou em 2026 frente ao mesmo período de 2025. Isso significa que o terminador paulista precisa de uma quantidade maior de arrobas para adquirir um animal de reposição. Na prática, esse cenário eleva o desembolso necessário para a reposição do rebanho e aumenta a pressão sobre as margens da atividade.

 

Na média desta parcial de setembro (até o dia 22), são necessárias 9,7 arrobas de boi gordo paulista (Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ) para a aquisição de um bezerro sul-mato-grossense (Indicador do Bezerro CEPEA/ESALQ). Segundo pesquisadores do Cepea, este é o pior patamar da relação de troca desde outubro de 2021, quando eram necessárias 10,27 arrobas para a aquisição de um bezerro.

 

Fonte: Cepea