Relatório do USDA impulsiona mercado do milho e anima preços na Bolsa de Chicago

Dados sobre área plantada e estoques nos Estados Unidos reforçam expectativa de oferta mais apertada e sustentam alta nas cotações internacionais

02/07/2026 às 15:30 atualizado por Junior Souza - SBA
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O mercado internacional do milho ganhou novo impulso após a divulgação do mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os números apresentados pelo órgão fortaleceram o sentimento positivo entre os investidores e contribuíram para a valorização dos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT).

Entre os principais destaques do relatório estão as revisões relacionadas à área plantada, aos estoques e ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. As informações reforçaram a percepção de uma oferta mais ajustada do que a esperada anteriormente, influenciando diretamente o comportamento do mercado.

Segundo levantamento da consultoria Barchart, os contratos futuros do milho registraram altas entre 3 e 6 centavos de dólar logo após a divulgação dos dados, refletindo a reação imediata dos investidores às novas estimativas.

A movimentação é acompanhada de perto por produtores brasileiros, já que as oscilações na Bolsa de Chicago costumam servir como referência para a formação dos preços internacionais da commodity e influenciam as estratégias de comercialização no Brasil.

Durante entrevista ao Canal do Boi, a jornalista Valeria Benites conversou com o analista-chefe de commodities Fernando Berardo, que avaliou os principais números divulgados pelo USDA e explicou como essas informações podem impactar o mercado nas próximas semanas.

Segundo Berardo, além dos dados sobre oferta, o comportamento do clima nos Estados Unidos continuará sendo um fator decisivo para a evolução das cotações. O desenvolvimento das lavouras durante o período crítico da safra será acompanhado de perto pelos agentes do mercado, podendo provocar novas oscilações nos preços.

O especialista também destaca que produtores devem manter atenção aos próximos relatórios oficiais e às condições climáticas, fatores que podem abrir oportunidades para a comercialização da safra em um ambiente de maior volatilidade.

Assista à entrevista completa: