Banco da Inglaterra eleva juros a 4%, com aceleração da inflação e incertezas sobre energia
O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu elevar sua principal taxa de juros em 25 pontos-base, a 4% ao ano, ao fim da reunião de política monetária desta quinta-feira, 5. O movimento, que encerra um ciclo de seis manutenções consecutivas, ocorre com atraso em relação às altas implementadas por outros grandes bancos centrais.
A decisão veio em linha com a previsão de economistas compilada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A última mudança na taxa havia sido em dezembro, quando o BoE cortou a taxa básica em 25 pontos-base.
A inflação anual ao consumidor (CPI) no Reino Unido acelerou para 3,5% em setembro, bem acima da meta de 2% do BC britânico, impulsionada principalmente pelos preços dos combustíveis.
Analistas destacam que o risco de repasse dos preços de energia é uma das justificativas para a "medida preventiva" de elevar os juros.
A decisão do BoE também contrasta com a postura recente de outros grandes bancos centrais. Na semana passada, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o Banco Central Europeu (BCE) mantiveram os juros inalterados, após os apertos realizados por ambos no encontro de setembro.



