Bolsas da Europa fecham em alta com queda do petróleo e impulso de farmacêuticas e bancos

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,42%, a 10.541,69 pontos

06/10/2026 às 13:45 atualizado por Pedro Lima* - Estadão
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As bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira, 6, impulsionadas principalmente por ações de farmacêuticas e bancos, enquanto a terceira sessão consecutiva de queda do petróleo ajudou a aliviar preocupações com inflação. O avanço ocorreu apesar de dados econômicos fracos na região e das incertezas fiscais na França.

 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,42%, a 10.541,69 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,82%, a 25.461,96 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,40%, a 7.865,07 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,87%, a 51.261,40 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,70%, a 19.435,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,71%, a 9.420,43 pontos. As cotações são preliminares.

 

Na zona do euro, as vendas no varejo subiram 0,1% em agosto ante julho, abaixo do esperado, enquanto as encomendas à indústria alemã despencaram 10,6%, ante previsão de queda de 1%.

 

Na França, o alívio sobre os títulos soberanos também ajudou o humor após Marine Le Pen propor reduzir o déficit para menos de 3% do PIB até 2032.

 

Para o Commerzbank, a pressão vendedora sobre os OATs parece estar diminuindo. Ganhos nas bolsas na França e na Espanha acontecem apesar da crise social que leva nos últimos dias milhares de pessoas às ruas nos dois países.

 

Entre as ações, a dinamarquesa Genmab subiu 4,4% após seu medicamento Epkinly, desenvolvido com a AbbVie, reduzir em 51% o risco de progressão ou morte em estudo avançado contra linfoma. Na Alemanha, Merck (+2,1%) e Sartorius (+2%) subiram, reforçando o avanço do setor de saúde, cujo subíndice subiu 0,4%.

 

Bancos (+1,11%) também tiveram desempenho positivo. O Banco de Sabadell avançou 2,5% após o francês BPCE adquirir participação de aproximadamente 7% na instituição espanhola. Em Londres, Informa avançou 4,7% após anunciar a separação da Taylor & Francis e a compra da Clarion Events por 2,24 bilhões de libras.

 

L'Oréal ficou sob pressão e fechou em leve alta de 0,1%, após contratar assessores para avaliar passivos judiciais nos EUA ligados a produtos com talco e outros componentes químicos. Já a Norsk Hydro recuou 2% em Oslo diante da previsão de novo impacto financeiro provocado por problemas no fornecimento de gás à refinaria de alumina Alunorte, no Brasil.

 

*Com informações da Dow Jones Newswires