Camil Alimentos: lucro líquido cai 57,6% no 1º trimestre fiscal, para R$ 28 mi
São Paulo, 15 - A Camil Alimentos, multinacional de origem brasileira, teve lucro líquido de R$ 28,0 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em maio, informou a empresa na terça-feira (14), depois do fechamento do mercado. O resultado é 57,6% inferior ao obtido em igual período do ano anterior, quando a empresa obteve lucro líquido de R$ 66,0 milhões. O lucro líquido por ação ficou em R$ 0,08 no trimestre.
Já a receita líquida recuou 0,7%, de R$ 2,687 bilhões para R$ 2,668 bilhões no primeiro trimestre fiscal deste ano. No segmento alimentício Brasil, a receita líquida aumentou 4,8%, de R$ 1,932 bilhão para R$ 2,025 bilhões. Já o segmento alimentício internacional obteve receita líquida 14,9% menor, de R$ 642,1 milhões ante R$ 754,7 milhões no 1tri25.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia caiu 9,9% na mesma comparação, de R$ 233,1 milhões para R$ 210,0 milhões. A margem Ebitda retraiu 0,8 ponto porcentual do primeiro trimestre fiscal de 2025 para o primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrando o período em 7,9%.
A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) terminou o primeiro trimestre fiscal de 2026 em 4,7 vezes ante 4,1 vezes de igual período do ano fiscal anterior. No período, a companhia investiu (Capex) R$ 77,5 milhões, 35,3% menos que no primeiro trimestre fiscal de 2025.
No comunicado ao mercado, a companhia destacou o avanço na eficiência de suas operações, com expansão de 17,9% no volume consolidado vendido, que somou 593,6 mil toneladas no trimestre, impulsionado pelo crescimento no segmento de alto giro, que inclui arroz, feijão e outros grãos, além de açúcar.
O segmento de alto giro registrou alta de 13,9% em volume, atingindo 333,1 mil toneladas, embora seu preço líquido médio tenha recuado 3,5%, para R$ 3,82 por quilo. No comunicado divulgado aos investidores, o diretor presidente da Camil, Luciano Quartiero, e o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Flavio Vargas, destacaram que o resultado reflete a evolução da execução comercial e a captura dos planos de crescimento estruturados desde o ano passado, consolidando o alto giro como plataforma de escala e capilaridade da companhia.
Já a divisão de alto valor, que engloba pescados enlatados, massas, biscoitos e café, apresentou crescimento tanto em volume, com alta de 14,6%, para 49,0 mil toneladas, quanto em preço líquido médio, que subiu 14,6%, para R$ 17,52 por quilo. Os executivos afirmaram, no documento, que o destaque segue sendo café, registrando ganhos sequenciais de participação na categoria. Em biscoitos, a Camil informou que houve avanços com as iniciativas de fortalecimento da marca, com crescimento de volumes na comparação anual.



