Governo de Goiás leva para licitação primeiro fundo com imóveis do patrimônio público
O governo de Goiás fará uma licitação em 25 de agosto para contratar as instituições que vão estruturar, administrar e gerir o primeiro fundo de investimento imobiliário do Estado (FII-GO).
O fundo será composto inicialmente por 17 imóveis que integram o patrimônio público estadual, com valor de mercado estimado em R$ 834 milhões. Ali estão terrenos e prédios sem uso ou com ocupação abaixo do potencial, nas cidades de Goiânia, Pirenópolis e Santa Helena de Goiás.
O objetivo é que esses imóveis sejam usados para o desenvolvimento de empreendimentos maiores, compostos por edificações residenciais e comerciais com um em valor geral de vendas (VGV) estimado em R$ 12,3 bilhões.
Ao levar essas propriedades para o mercado, o Estado de Goiás espera embolsar até R$ 1,8 bilhão com as futuras vendas, considerando o valor líquido de custos de construção, impostos e outras despesas associadas a atividade.
Os cálculos provêm de estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública (Ibap), sob encomenda do governo estadual. O estudo leva em conta a localização dos imóveis, seu perfil de uso, interesse de adquirentes e o potencial de construção em cada área.
"O estudo teve como objetivo transformar as características dos imóveis em uma leitura estruturada de sua viabilidade e potencial de desenvolvimento", afirmou o presidente do Ibap, Daniel Guimarães.
A lista preliminar tem, principalmente, ativos em Goiânia, entre eles imóveis da Secretaria de Segurança Pública (Bairro dos Aeroviários), Regimento de Cavalaria da Polícia Militar (Setor Negrão de Lima), Batalhão do Giro (Setor Pedro Ludovico), Usina de Sementes (Jardim Bela Vista) e Antigo Clube CELG (Setor Sul); a Antiga Sede da Agrodefesa (Santa Helena de Goiás), além de terrenos e glebas.
Os 17 imóveis pré-selecionados neste momento foram considerados como uma carteira inicial para avaliar a viabilidade do modelo e o potencial de geração de valor a partir do patrimônio público, acrescentou o presidente do Ibap. Se o modelo tiver sucesso, outros imóveis poderão ser incorporados ao fundo ao longo do tempo.
A estruturação do FII-GO está sendo feita após a sanção da Lei Estadual nº 24.387, de junho, que estabelece novas diretrizes para a gestão do patrimônio imobiliário de Goiás. A licitação prevê a contratação de um consórcio formado por administrador fiduciário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e gestor profissional habilitado, responsáveis pela estruturação e operação do fundo.
Na licitação do dia 25 de agosto, a concorrência terá critério de julgamento com base na comprovação de requisitos técnicos pelos interessados e pela proposta com o menor preço em relação ao valor máximo estimado de R$ 77,7 milhões para todo o período previsto para a operação do fundo.
"A iniciativa busca superar a lógica tradicional de simples alienação de imóveis ociosos. O objetivo é criar condições para que esses bens contribuam para o desenvolvimento urbano e econômico, tenham seu valor de mercado ampliado e possam gerar retornos ao Estado de forma mais planejada", disse o secretário de Administração de Goiás, Sérvulo Nogueira. "Trata-se de uma medida que combina eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e uma visão de médio e longo prazo", destacou.



