Lucro da Corteva aumenta 10,43% no 1º trimestre, para US$ 720 milhões
São Paulo, 6 - A empresa de sementes e agroquímicos Corteva, dos Estados Unidos, obteve lucro de US$ 720 milhões no primeiro trimestre deste ano, informou a companhia, na terça-feira, 5, depois do fechamento de mercado financeiro. O resultado representa aumento de 10,43% ante igual período do ano passado, quando a companhia lucrou US$ 652 milhões.
O lucro por ação passou de US$ 0,95 para US$ 1,07. A receita líquida aumentou 11% na mesma comparação, para US$ 4,905 bilhões. As vendas orgânicas, que excluem os efeitos de câmbio e portfólio, cresceram 7%.
Na América do Norte, as vendas líquidas cresceram 10% no primeiro trimestre, atingindo US$ 2,439 bilhões. Já a América Latina teve aumento de 14% nas vendas, para US$ 506 milhões. Na região Europa, Oriente Médio e África, a alta foi de 12%, para US$ 1,655 bilhão. As vendas na região Ásia-Pacífico cresceram 6%, para US$ 305 milhões.
Na divisão de sementes, as vendas líquidas foram de US$ 3,02 bilhões, aumento de 12% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A América do Norte teve receita 11% maior, de US$ 1,77 bilhão, enquanto a América Latina teve aumento de 21% nas vendas, para US$ 224 milhões.
No segmento de proteção de lavouras, a receita líquida ficou em US$ 1,88 bilhão, alta de 10% ante o primeiro trimestre de 2025. As vendas na América do Norte cresceram 9%, para US$ 669 milhões. Na América Latina, houve aumento de 10%, para US$ 282 milhões.
"A Corteva teve um início de ano forte, com crescimento em ambos os negócios e em todas as regiões. Nosso desempenho reflete um começo sólido da temporada no Hemisfério Norte, aliado a uma gestão disciplinada de custos e à contínua demanda por nossas tecnologias avançadas, o que nos permitiu entregar crescimento de lucros e expansão de margens", disse em comunicado o CEO da Corteva, Chuck Magro.
A empresa disse que os fundamentos globais do agronegócio seguem mistos, com demanda resiliente tanto para sementes quanto para defensivos agrícolas. Ao mesmo tempo, a menor disponibilidade de exportações da China contribui para um aperto gradual na relação entre oferta e demanda global ao longo da safra, afirmou a Corteva. Já os mercados de grãos e oleaginosas apresentam melhora, refletindo em parte fatores geopolíticos, criando um cenário mais favorável para o setor.
A Corteva também reafirmou que a separação de seus negócios de sementes e de proteção de lavouras em duas empresas distintas deve ser concluída no quarto trimestre deste ano. Chuck Magro será o CEO da empresa de sementes avançadas e genética, que se chamará Vylor. Já a empresa focada em defensivos, New Corteva, será comandada por Luke Kissam, anunciou a Corteva em abril.



