Ouro inverte sinal e fecha em alta com relatos de potencial acordo EUA x Irã

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,16%, a US$ 4.542,5 por onça-troy

21/05/2026 às 14:53 atualizado por Letícia Araújo, especial para o Broadcast - Estadão
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O ouro fechou em alta na sessão desta quinta-feira, 21, invertendo sinal após relatos de que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para o fim do conflito no Oriente Médio. Os investidores ponderam, também, o tom mais moderado na ata do último encontro do Federal Reserve (Fed).

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,16%, a US$ 4.542,5 por onça-troy. Já a prata para julho avançou 0,72%, a US$ 76,732 por onça-troy.

 

O metal dourado devolveu as perdas, inverteu sinal e passou a subir próximo a estabilidade nos últimos minutos da sessão, após o Al Arabiya publicar que Washington e Teerã chegaram a um acordo mediado pelo Paquistão. O tratado prevê um cessar-fogo "imediato e abrangente", além da liberação completa do Estreito de Ormuz. A notícia fez com que o petróleo arrefecesse os ganhos e os rendimentos dos títulos longos do Treasuries caíssem.

 

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai receber o urânio enriquecido iraniano e que "provavelmente" irá destruí-lo. O destino do material, um dos principais pontos de tensão no conflito, também foi alvo de especulação pela imprensa global durante a manhã. Para o TD Securities, as manchetes divergentes sobre a guerra movimentam as commodities, gerando uma "volatilidade acentuada no posicionamento do ouro".

 

Em meio ao cenário, o mercado aposta em alta dos juros dos Estados Unidos ainda em dezembro de 2026, segundo a ferramenta de monitoramento CME Group. Publicada ontem, a minuta da última decisão de política monetária do país - em abril - também trouxe um tom sinalizando que o Fed pode, em breve, abandonar a "postura de flexibilização monetária", segundo a Capital Economics.