Ouro recua com avanço dos juros dos Treasuries e do dólar, ficando abaixo dos US$ 4.300

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,47%, a US$ 4.298,0 por onça-troy

24/09/2026 às 14:58 atualizado por Matheus Andrade, especial para a AE - Estadão
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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta quinta-feira, 24, com o metal novamente sendo pressionado pelo avanço nos preços do petróleo e as perspectivas de uma política mais rígida por parte do Federal Reserve (Fed) para buscar conter a inflação neste cenário. O movimento impulsiona os juros dos Treasuries e o dólar, dois fatores que contribuem para a queda do metal. Assim, o metal fechou abaixo do nível dos US$ 4.300 por onça-troy.

 

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,47%, a US$ 4.298,0 por onça-troy. A prata para dezembro caiu 1,48%, a US$ 64,00 por onça-troy.

 

A presidente do Fed da Filadélfia, Anna Paulson, afirmou nesta quinta que o banco central americano pode precisar elevar novamente os juros para conter a inflação, que permanece "persistentemente elevada", enquanto o mercado de trabalho segue estável. Segundo ela, entre os dois lados do duplo mandato do Fed, a estabilidade de preços exige mais atenção neste momento. A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, disse que a inflação nos Estados Unidos permanece elevada, apoiada pela forte demanda por bens, enquanto os riscos para os preços continuam inclinados para cima.

 

"O ouro permanecerá sob pressão devido ao fortalecimento do dólar e à alta dos rendimentos dos títulos dos EUA, fatores que elevam o custo de oportunidade de manter o metal - um ativo que não gera juros. No entanto, o metal precioso poderá encontrar suporte a médio e longo prazo graças ao forte interesse de investidores institucionais", avalia Ipek Ozkardeskaya, analista sênior Swissquote.

 

"O comportamento recente do ouro sugere que ele se tornou muito menos sensível às variações no rendimento dos Treasuries de 10 anos do que era anteriormente. O ouro valorizou-se em horizontes de tempo mais longos mesmo com a alta dos rendimentos americanos e com a transição dos rendimentos reais para terreno positivo, o que indica que muitos investidores desconsideraram o custo de oportunidade de não deter títulos do Tesouro dos EUA", aponta.