Petróleo fecha em queda, ponderando risco geopolítico e estoques nos EUA

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em queda de 0,38% (US$ 0,38), a US$ 100,20 o barril

07/10/2026 às 15:57 atualizado por Thais Porsch* - Estadão
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Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira, 7, em dia de sessão volátil e de ajustes, enquanto investidores avaliam os riscos geopolíticos no Oriente Médio e a divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos relativos à semana passada.

 

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em queda de 0,38% (US$ 0,38), a US$ 100,20 o barril. Já o petróleo WTI para novembro caiu 1,30% (US$ 1,16), a US$ 88,28 o barril, na Nymex.

 

O petróleo perdeu força no começo da tarde, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA ter informado que os estoques de petróleo no país tiveram queda de 3,186 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de alta de 1,7 milhão de barris dos analistas. Por outro lado, os estoques de gasolina subiram 382 mil barris, a 204,74 milhões de barris, enquanto a projeção era de queda de 1,1 milhão de barris, neutralizando uma eventual pressão sobre a commodity.

 

Em paralelo, as tensões no Oriente Médio continuam presentes e sem sinal de trégua entre Washington e Teerã. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que está preparado para alcançar um acordo "equilibrado e justo" com os EUA, mas acusou Washington de adotar uma "postura maximalista nas negociações". Já o general Mohammad Reza Naqdi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, disse que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que as "reivindicações legítimas" persas sejam atendidas.

 

Para o ING, há uma clara disputa entre a melhoria do fornecimento da região e as ameaças persistentes ao abastecimento. De acordo com a Kpler, os fluxos de petróleo bruto através de Ormuz caíram para 74% dos níveis pré-guerra após uma série de ataques a petroleiros na última semana, embora rotas alternativas tenham mantido as exportações do Golfo amplamente nos níveis pré-guerra.

 

A Shell informou nesta quarta que suas margens de refino dispararam para níveis recordes no terceiro trimestre, impulsionadas pela volatilidade gerada pelo conflito e por um aperto global de oferta nos mercados de combustíveis.

 

*Com informações da Dow Jones Newswires.