Tarifaço: ApexBrasil quer diversificar mercados para exportação
Müller listou como principais focos dessa diversificação Canadá, México, Alemanha e Turquia, além de destinos na África, como África do Sul, Nigéria e Etiópia e, na Ásia, a Indonésia, Cingapura, Índia e China

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que a estratégia da agência é diversificar mercados para as exportações brasileiras, com atenção especial ao avanço recente na Europa. Segundo ele, o movimento ocorre em meio a uma reconfiguração dos destinos comerciais do país e é sustentado por inteligência de mercado para direcionar empresas prejudicadas pelo tarifaço de Donald Trump para oportunidades em mais de 30 mercados.
Müller listou como principais focos dessa diversificação Canadá, México, Alemanha e Turquia, além de destinos na África, como África do Sul, Nigéria e Etiópia e, na Ásia, a Indonésia, Cingapura, Índia e China. No recorte europeu, a menção à Alemanha reforça o peso do continente na estratégia e no desempenho recente da balança.
Ao comentar os números mais recentes do comércio exterior, o presidente da ApexBrasil destacou que a balança comercial brasileira registrou superávit recorde de US$ 35 bilhões em julho.
"É o melhor mês de julho da história do Brasil", disse. No acumulado do semestre, as exportações somaram US$ 220 bilhões, frente a US$ 200 bilhões no mesmo período do ano passado, uma alta de US$ 20 bilhões.
Dentro desse resultado, Müller chamou atenção para a mudança de composição por mercados. "Houve retração de US$ 2,9 bilhões nas vendas aos Estados Unidos e queda de US$ 2 bilhões para a Argentina, enquanto a Europa avançou US$ 3,1 bilhões", disse detalhando que US$ 2 bilhões desse aumento europeu se concentraram entre maio, junho e julho, em um movimento associado à dinâmica do bloco.
"No mesmo período, as exportações para a Índia cresceram US$ 2,7 bilhões e para a China, US$ 11,3 bilhões. Os dados mostram como o Brasil vem ganhando tração em novos mercados, impulsionado tanto por aberturas comerciais, incluindo mais de 600 aberturas para o agronegócio, quanto por ações para ampliar presença onde há demanda e espaço competitivo", disse.
De acordo com o presidente da Apex, a partir do trabalho de inteligência de mercado, a agência mapeia oportunidades, indica os mercados priorizados e inclui aqueles mais afetados por mudanças tarifárias e que, por isso, tendem a abrir janelas para produtos brasileiros.



