Trump anuncia série de projetos de mineração com investimentos de bilhões de dólares
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 7, que o governo norte-americano planeja investir US$ 3 bilhões em projetos de minérios críticos no país. O anúncio foi feito durante mesa redonda com executivos do setor.
O secretário do Comércio, Howard Lutnick, defendeu que é necessário estabelecer toda a cadeia de produção de minérios nos Estados Unidos, desde a mineração até o refino dos minerais. "Nós, e não nossos adversários, controlarão a cadeia global de oferta", disse. "Não podemos depender de outros países para materiais essenciais".
Ecoando os comentários, o secretário de Estado, Marco Rubio, acrescentou que isso garantirá que "nenhum país possa ameaçar" os EUA.
As autoridades norte-americanas destacaram os benefícios da repatriação de fábricas e mineradoras nos Estados Unidos - que, segundo Trump, acontece no ritmo mais rápido desde a década de 50 - e como isso tem fortalecido cadeias domésticas de aço, alumínio e chips. "Também temos feito investimentos diretos em participações acionárias", disse o presidente americano. "E veja a Intel: ela tinha um problema, ajudamos em troca da participação e a ação subiu muitas vezes depois disso. Fizemos muito dinheiro, mas ganhei algum crédito com isso? Não."
Pouco antes da mesa redonda, o Wall Street Journal havia antecipado a intenção do governo Trump de lançar mais de US$ 2 bilhões em financiamento para empresas fabricantes de baterias e minérios críticos.
Segundo a reportagem, o Departamento de Guerra se comprometeu a emprestar US$ 1,4 bilhão para a Sila Nanotechnologies e assinou acordos com outras três empresas. Baterias mais poderosas são necessárias para praticamente tudo, desde drones a data centers que abrigam modelos de inteligência artificial (IA).
Contudo, de acordo o WSJ, os acordos ainda precisam ser finalizados e os projetos podem levar anos para serem completados.
Durante o evento, Trump comentou brevemente sobre a indústria petrolífera norte-americana, reiterando que o país atualmente produz em nível maior do que a Rússia ou a Arábia Saudita "mesmo sem contar" o petróleo vindo da Venezuela.



