Frango Sobe no Atacado Enquanto Carnes Bovina e Suína Caem

Consumidor busca proteínas mais baratas e impulsiona o preço das aves na Grande São Paulo; mercado de boi e porco sofre com demanda interna fraca

16/07/2026 às 09:04 atualizado por Junior Souza - SBA
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O mercado atacadista de carnes na Grande São Paulo apresentou um cenário dividido na primeira quinzena de julho. Enquanto os valores das carnes bovina com osso e suína registraram queda, o preço do frango resfriado seguiu na direção oposta e ficou mais caro.

O levantamento, realizado pelo Cepea, aponta que o comportamento dos preços reflete diretamente o bolso do consumidor brasileiro, que tem feito substituições na hora das compras.

Entenda o cenário de cada proteína:

  • Aves em alta: O frango se destaca por ser uma opção mais competitiva e barata. Com a migração dos clientes em busca de economia, a demanda firme acabou empurrando os preços do atacado para cima.

  • Boi sob pressão: A dificuldade de repassar custos mais altos para o consumidor final e o consumo interno moderado limitam as vendas. O que impede uma desvalorização ainda maior da carne bovina é o bom ritmo das exportações e uma oferta um pouco menor de animais prontos para o abate.

  • Suínos em queda: Assim como o boi, a carne de porco sofre com a demanda fraca dentro do Brasil e um ritmo de reposição cauteloso nos estoques. As exportações aquecidas ajudam o setor, mas não o suficiente para evitar a queda dos preços.

Para a segunda quinzena de julho, o Cepea alerta que o rumo das cotações da carne bovina dependerá do apetite do consumidor interno. Se as vendas nos açougues e supermercados não ganharem força, boi e porco devem continuar mais baratos no atacado. Já o frango tem grandes chances de manter seus preços sustentados, caso a procura por proteínas mais em conta continue aquecida.

Fonte: Cepea