Safrinha de milho tem alto potencial, mas rentabilidade preocupa
Estimativa da Agroconsult aponta boa produtividade na safra 2025/26, porém custos elevados e preços pressionados reduzem as margens no campo
A segunda safra de milho 2025/26 mantém um cenário promissor em termos de produção, mas o resultado financeiro dos produtores segue sob pressão. Levantamento da Agroconsult estima uma colheita de 115,8 milhões de toneladas, confirmando o elevado potencial produtivo do país, embora o volume fique abaixo do registrado na temporada anterior.
O desempenho da safra, no entanto, foi bastante desigual entre os estados produtores. Regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram bons índices de produtividade, favorecidas pelo calendário de plantio e pelas condições climáticas ao longo do ciclo.
Por outro lado, produtores de Goiás e Minas Gerais enfrentaram dificuldades devido ao atraso na semeadura e à escassez de chuvas em momentos decisivos para o desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu parte da produtividade.
Apesar da demanda interna aquecida pelo cereal, o cenário econômico preocupa o setor. Os custos de produção continuam elevados, enquanto os preços do milho permanecem pressionados pelo aumento da oferta e pela concorrência no mercado internacional, reduzindo a rentabilidade da atividade.
O tema foi discutido em entrevista concedida pelo coordenador técnico do Rally da Safra, Valmir Assarice, ao jornalista Fabiano Reis. Durante a conversa, o especialista analisou os principais fatores que influenciaram a safra e os desafios enfrentados pelos produtores na comercialização da produção.
A avaliação reforça que, embora a segunda safra apresente bom potencial produtivo, o resultado econômico dependerá da evolução dos preços, dos custos de produção e do comportamento da demanda nos próximos meses.



