CNI lança Agenda Legislativa da Indústria com 135 projetos acompanhados de perto pelo setor
Dentro desse universo, o setor industrial defende a aprovação de 81 dos projetos (60%) e se posiciona com divergência em relação a 54 (40%)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança nesta terça-feira, 24, em solenidade no plenário da Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa da Indústria, que reúne 135 projetos acompanhados de perto pelo setor. O destaque fica para proposições trabalhistas, tributárias, de comércio exterior, infraestrutura e inovação.
Dentro desse universo, o setor industrial defende a aprovação de 81 dos projetos (60%) e se posiciona com divergência em relação a 54 (40%). Quinze propostas foram classificadas como prioritárias e estão na lista da Pauta Mínima da Indústria. São elas:
- PEC 8/2025 - Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais - posição da CNI é divergente;
- PL 4007/2025 - Incentivos à empregabilidade e ao empreendedorismo pelo Bolsa Família - posição da CNI é convergente;
- PL 1363/2021 - Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais - posição divergente;
- PL 2015/2019 - Desobrigação de contribuição adicional para aposentadoria especial quando houver redução do grau de exposição - posição convergente com ressalva;
- PL 6139/2023 - Crédito à exportação - aprovado, aguarda sanção - posição convergente;
- PDL 41/2026 - Acordo Mercosul-União Europeia - já promulgado em 17/3 - posição convergente;
- PL 4423/2024 - Normas gerais sobre o Comércio Exterior de mercadorias - posição convergente;
- PL 4/2025 - Reforma do Código Civil - posição divergente;
- PEC 42/2024 - Fiscalização das agências reguladoras pela Câmara dos Deputados - posição divergente;
- PL 2373/2025 - Lei Geral de Concessões - posição convergente;
- PL 10108/2018 - Regulamentação da atividade de reuso de água - posição convergente com ressalva;
- PL 3375/2024 - Ampliação das penas de crimes contra marcas - posição convergente;
- PL 1780/2022 - Regulação da relação contratual de distribuição de produtos industrializados - divergente com ressalva;
- PL 4133/2023 - Formulação da política industrial, tecnológica e de comércio exterior brasileira - convergente com ressalva;
- PL 2338/2023 - Definição de normas e diretrizes para o uso da Inteligência Artificial - convergente com ressalva.
"Este ano eleitoral exige a priorização de iniciativas capazes de revigorar o ambiente de negócios, assegurar a previsibilidade regulatória e sustentar a competitividade da nossa economia, colaborando para a geração de emprego e renda, além da melhoria das condições de vida da população", destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Ele afirma que o setor industrial pretende contribuir com o aperfeiçoamento econômico e social do País, neste momento de transformações tecnológicas aceleradas, reorganização das cadeias globais de valor e intensificação das disputas geopolíticas que recolocaram a indústria no centro das estratégias nacionais de desenvolvimento e soberania.
Segundo Alban, a edição da Agenda Legislativa deste ano reforça a importância de medidas, como a "construção de um marco regulatório equilibrado para a inteligência artificial, o aprimoramento das diretrizes para a economia circular, o fortalecimento dos mecanismos de financiamento e da inserção internacional da indústria, a modernização das regras de concessões e de parcerias público-privadas, e o tratamento responsável de temas relacionados à sustentabilidade fiscal e às relações de trabalho".
A Agenda Legislativa deste ano foi construída ao longo dos últimos 3 meses, pela CNI junto com as 27 federações estaduais da indústria, 115 associações setoriais e 11 sindicatos nacionais. De acordo com o documento, foram incorporados 55 novos projetos e mantidas 80 proposições remanescentes.
"A Agenda Legislativa da Indústria 2026 organiza as proposições com maior potencial de impacto sobre competitividade, segurança jurídica, inovação, sustentabilidade e inserção internacional do Brasil, reafirmando o compromisso da indústria com o aperfeiçoamento do ambiente de negócios e com o desenvolvimento econômico sustentável", pontua o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.
Brasil 2050
A CNI lança também nesta terça-feira o Projeto para o Brasil 2050. Trata-se de "uma série de propostas para o crescimento do País, por meio do fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas, da melhora do ambiente de negócios, além do fomento a iniciativas que o Brasil tem potencial, como a economia circular, data-centers e combustíveis sustentáveis".
O setor industrial propõe um compromisso que envolva todos os poderes, empresários e trabalhadores.
"O objetivo é criar um consenso em torno de metas fiscais e de políticas econômicas estruturantes, garantindo que, enquanto se busca o equilíbrio das contas públicas, haja também estímulos seletivos que assegurem a continuidade dos investimentos e do crescimento", diz a entidade.



