Para Apex, Japão, Indonésia e Coreia do Sul podem ser novos destinos à carne

22/01/2026 às 15:10 atualizado por Isadora Duarte e Mateus Maia - Estadão
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Brasília, 22 - O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse, nesta quinta-feira, 22, que o Japão, Indonésia e Coreia do Sul podem ser novos destinos da carne bovina brasileira depois de salvaguardas chinesas ao produto. A declaração foi realizada em entrevista concedida na sede do órgão. "O Brasil tem um cardápio grande de mercados que a gente abriu. E isso facilita muito. Por isso que eu citei a Indonésia, mas foi ter Filipinas também que a gente abriu. Citei Japão e estou citando a Coreia como um negociador", afirmou Viana. No fim do ano passado, a China anunciou a imposição de cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país em 31 de dezembro e está em vigor desde o dia 1º. As medidas serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028 e atingem os principais exportadores da carne bovina. O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais neste ano. Em 2025, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina para a China, portanto, a cota representa uma redução de cerca de 35% ou 600 mil toneladas. Além dos países asiáticos, Viana também citou os Estados Unidos como um possível mercado a receber a produção de carne brasileira. "Com a crise lá nos Estados Unidos, do tarifaço, que a gente também cresceu muito no ano de 2023, o ano passado não foi tanto, porque também a história das cotas. Mas esse ano a gente pode estar vindo com força", completou ele.